ceci sont des vacances #fin
depois de quinze dias com os níveis de ansiedade em mínimos históricos, o regresso a casa e a saudável retoma da rotina.
ceci sont des vacances #03
a esta altitude dispensam-se os sherpas.
três mochilas de tamanho proporcional a quem as usa, com o mínimo para a sobrevivência em lazer: toalhas, água, fruta, bolachas, protector solar, um balde e duas pás. por vezes menos: só nós e os bonés ou os casacos, dependendo da hora a que nos apetece sair.
três mochilas de tamanho proporcional a quem as usa, com o mínimo para a sobrevivência em lazer: toalhas, água, fruta, bolachas, protector solar, um balde e duas pás. por vezes menos: só nós e os bonés ou os casacos, dependendo da hora a que nos apetece sair.
ceci sont des vacances #01
três quilómetros de passadiço à beira-mar ao pôr-do-sol equivalem a dez miligramas de Xanax.
fazer contas (simples)
O amor acrescenta-nos com o que amarmos. O ódio diminui-nos. Se amares o universo, serás do tamanho dele. Mas quanto mais odiares, mais ficas apenas do teu. Porque odeias tanto? Compra uma tabuada. E aprende a fazer contas.
Vergílio Ferreira, Pensar
antes de tudo, não creio nessa inversão do amor para ódio. talvez pela minha incapacidade em odiar e uma capacidade muito selectiva em amar. gostei / gosto muito mas raramente amei / amo. depois do gostar sobra-me a indiferença. antes dela a raiva. por vezes, depois até, apenas por momentos, nunca em contínuo. não deixo, sobretudo por mim.
vivi grande parte do meu passado na raiva e na frustração. ocuparam demasiado espaço, toldaram-me o pensamento e enfraqueceram-me a vida, desperdicei... fiz as contas, com algumas réguadas, umas duras, difíceis de perceber na altura.
neste presente, simplifico. álgebra básica. podem vir dos outros as bombas de ódio, a mesquinhez e a malvadez. trato delas cirurgicamente, deixaram de ocupar tanto espaço e do que fica livre é preenchido pela surpresa da leveza, do gostar e do apreciar.
Vergílio Ferreira, Pensar
antes de tudo, não creio nessa inversão do amor para ódio. talvez pela minha incapacidade em odiar e uma capacidade muito selectiva em amar. gostei / gosto muito mas raramente amei / amo. depois do gostar sobra-me a indiferença. antes dela a raiva. por vezes, depois até, apenas por momentos, nunca em contínuo. não deixo, sobretudo por mim.
vivi grande parte do meu passado na raiva e na frustração. ocuparam demasiado espaço, toldaram-me o pensamento e enfraqueceram-me a vida, desperdicei... fiz as contas, com algumas réguadas, umas duras, difíceis de perceber na altura.
neste presente, simplifico. álgebra básica. podem vir dos outros as bombas de ódio, a mesquinhez e a malvadez. trato delas cirurgicamente, deixaram de ocupar tanto espaço e do que fica livre é preenchido pela surpresa da leveza, do gostar e do apreciar.
Zé, amigo, é isso.
'Espero pelo verão como quem espera por uma outra vida'. Na verdade, não é por uma vida estranha e fantasiosa que esperamos, mas por uma vida que realmente nos pertença.
José Tolentino Mendonça
José Tolentino Mendonça
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