é com muita frequência que me sinto à beira de um ataque de pânico (ou já dei o salto e mergulhei nele). o que inclui os habituais sintomas de uma respiração que parece não ser suficiente para oxigenar o necessário, tremores e formigueiro nas mãos, náuseas que provocam alguma dificuldade até em beber água e medo (daqueles medos pouco consistentes e sem causalidade). sei todo o bê-à-bá do que devo fazer. e faço. só não consigo prevenir porque aparecem até nos momentos de maior bonança. talvez por tanta concentração em controlar o de ontem, que dei por mim alienada do sítio onde estava. toca o telefone que está em cima da minha secretária e dou por mim a não saber onde estava, a deixar cair uma garrafa de água que tinha na mão (sabe-se lá porquê) e olho fixamente para o raio do aparelho que está no trimmm trimmm! reconheço-o como o telefone do trabalho. não faço ideia com quem falei, não me lembro. passada uma horita estava como se nada tivesse acontecido.
quando se sai de casa nunca sabemos se vamos escorregar no montes de folhas outonais molhadas pelas chuvas da noite e ficarmos com o cóccix dorido da queda. também nunca sei quando a minha ansiedade fica em red alert. um dos truques é também não pensar nisso, dada a sua aleatoriedade. teoricamente, tudo muito bonito.
"o que aconteceu para que ficares assim?", é quase sempre a pergunta que vem depois da raras vezes em que falo sobre isto e é frustrante a resposta não poder ser objectiva. ou tentar sê-lo e ver as expressões de estranheza do outro. afinal está tudo na tua cabeça, essa que manda e desmanda como bem queremos, claro. pois, sim.
★★★★★
é uma série policial. é sobre um crime, claro, mas é também sobre quem fica, sobre quem ama, sobre quem lida com uma patologia mental e se resigna a ela, sobre quem procura respostas, sobre quem é assombrado, sobre o luto, sobre quem somos para os outros.
—
Sex is an itch to scratch. Love is an itch so far down your back that you can never scratch it with your own hand.
Love. I've been trying to remember what that feels like, to be in love. It's been a while. For whatever reason, it has passed me by. The closest I got felt like food poisoning. In books, and films, and plays, it's always so compelling, so complex. There should be more than one word for love. I've seen love that kills, and I've seen love that redeems. I've seen love that believes in the guilty, and love that saves the bereaved. What we will do for love. Die for it even.
I have always thought a country should be judged on how it treats its insane, rather than its sane; the stranger on our shores rather than those already home.
a mais velha lá de casa anda irritada por causa da descriminação com as
mulheres, da classe trabalhadora que sendo a maioria é a que tem menos
dinheiro mas que trabalha mais e vive pior, dos impostos que os altos
funcionários exigem e.... e ainda lhe falta a matéria de História dos
últimos 5000 anos, só ainda está no Antigo Egipto. (é isso miúda! 💪👏)
ontem, antes de ir dormir, a cria mais velha demorou umas duas horas a escolher a roupa para hoje. o que não a impediu que demorasse uma hora hoje de manhã a acertar os detalhes. quase perdeu o autocarro. devo preocupar-me?
bem me avisaram que o tempo iria passar rápido. esse tempo que se está bem a lixar se eu sou lenta e, ainda, profundamente agarrada a elas. não sou capaz de explicar o que sinto todas as noites quando elas já estão a dormir e vou ao quarto delas dar um jeito nos edredons, beijos na testa e desligar a luz. o corte vai doer para caraças, ai vai.
contudo (com tudo? apesar de?) respiro fundo e a mais velha sai de casa para apanhar o bus para escola, ainda que sejam dez minutos de casa até lá, de carro. ou que até esteja a caminho do meu trabalho. faz-te à vida,filha - cof cof - mãe.
—
[acabo de encomendar um destes. uma pessoa precisa de compensação emocional... não julguem -_- ]
bem me avisaram que o tempo iria passar rápido. esse tempo que se está bem a lixar se eu sou lenta e, ainda, profundamente agarrada a elas. não sou capaz de explicar o que sinto todas as noites quando elas já estão a dormir e vou ao quarto delas dar um jeito nos edredons, beijos na testa e desligar a luz. o corte vai doer para caraças, ai vai.
contudo (com tudo? apesar de?) respiro fundo e a mais velha sai de casa para apanhar o bus para escola, ainda que sejam dez minutos de casa até lá, de carro. ou que até esteja a caminho do meu trabalho. faz-te à vida,
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[acabo de encomendar um destes. uma pessoa precisa de compensação emocional... não julguem -_- ]
sobre coisas nada importantes
estou há uma horita a ouvir esta música e a cantarolar para dentro we are boys and girls, we just want to lose control of our thoughts... of our thoughts....
de thought a tough. disso, ou desses pensamentos, suspiro perante a lentidão tecnológica. o minority report levou-me a uma espera de dezasseis ano por aquela magnífica projecção e manipulação de dados no ar, apenas com movimentos das mãos. para mim era bem mais simples. vejo na materialização dos (meus) pensamentos um caminho para os ordenar, por vezes filtrar e arrastar alguns para a reciclagem. ter tecnologia para facilitar o processo é sedutor, com a crença de que esse ganho seja proporcional à ordenação de algum caos, do meu pinball mental. invariavelmente, acaba por ser feito pela escrita e nem sempre tenho onde escrever. hum, tenho, claro que tenho [talvez ainda encontre alguma dificuldade em pôr no papel (lá está, no digital), essa escrita que leva o seu tempo para ser estruturada e lógica].
—
ocorre-me, antes de publicar esta posta, que o desejo deva ser exactamente o oposto: passar a escrever à mão.
de thought a tough. disso, ou desses pensamentos, suspiro perante a lentidão tecnológica. o minority report levou-me a uma espera de dezasseis ano por aquela magnífica projecção e manipulação de dados no ar, apenas com movimentos das mãos. para mim era bem mais simples. vejo na materialização dos (meus) pensamentos um caminho para os ordenar, por vezes filtrar e arrastar alguns para a reciclagem. ter tecnologia para facilitar o processo é sedutor, com a crença de que esse ganho seja proporcional à ordenação de algum caos, do meu pinball mental. invariavelmente, acaba por ser feito pela escrita e nem sempre tenho onde escrever. hum, tenho, claro que tenho [talvez ainda encontre alguma dificuldade em pôr no papel (lá está, no digital), essa escrita que leva o seu tempo para ser estruturada e lógica].
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ocorre-me, antes de publicar esta posta, que o desejo deva ser exactamente o oposto: passar a escrever à mão.
os miúdos de hoje são uns priviligiados
A foi abandonada pelos pais e vive com a avó.
B é orfã de pai, que se suicidou quando ela era pequena.
C prefere estar na escola. sempre que regressa a casa sabe o que a espera: um pai que bate constantemente à mãe.
D tem os pais divorciados, vive com a mãe e o pai desapareceu sem nunca mais a ter contactado.
E tem um pai que via porno e se masturbava à frente dela.
F tem a mãe em constante internamento e o pai em internamentos ocasionais. a avó é que segura as pontas.
G é anorética, já esteve internada em risco de vida e vive com a constante luta de duas vozes na cabeça. a que lhe diz para não comer ainda fala mais alto.
H viu o pai morrer lentamente de um cancro que o fez deixar de reconhecer o filho nos últimos meses de vida.
I viu o pai a apontar uma arma à mãe. várias vezes.
J foi violado por um "amigo" da família.
K foi abusada sexualmente em criança por um tio. contou a duas pessoas, sob a promessa de nunca ninguém contar a absolutamente nada. nunca mais conseguiu falar do assunto.
L fugia de casa recorrentemente com a mãe e os irmãos, com o pai a alucinar e de armas apontadas à família.
(...)
nenhuma destas histórias foi inventada. nove destas são ainda a realidade em que vivem estas crianças. apenas três são já adultos. não fui ao CM procurar informações, são todos casos que conheço pessoalmente. e já que falo do CM, agradeço-lhes o facto de serem dos poucos jornais que põe cá para fora este tipo de histórias (lamento o choque que alguns intelectuais terão com este meu agradecimento ao pasquim).
B é orfã de pai, que se suicidou quando ela era pequena.
C prefere estar na escola. sempre que regressa a casa sabe o que a espera: um pai que bate constantemente à mãe.
D tem os pais divorciados, vive com a mãe e o pai desapareceu sem nunca mais a ter contactado.
E tem um pai que via porno e se masturbava à frente dela.
F tem a mãe em constante internamento e o pai em internamentos ocasionais. a avó é que segura as pontas.
G é anorética, já esteve internada em risco de vida e vive com a constante luta de duas vozes na cabeça. a que lhe diz para não comer ainda fala mais alto.
H viu o pai morrer lentamente de um cancro que o fez deixar de reconhecer o filho nos últimos meses de vida.
I viu o pai a apontar uma arma à mãe. várias vezes.
J foi violado por um "amigo" da família.
K foi abusada sexualmente em criança por um tio. contou a duas pessoas, sob a promessa de nunca ninguém contar a absolutamente nada. nunca mais conseguiu falar do assunto.
L fugia de casa recorrentemente com a mãe e os irmãos, com o pai a alucinar e de armas apontadas à família.
(...)
nenhuma destas histórias foi inventada. nove destas são ainda a realidade em que vivem estas crianças. apenas três são já adultos. não fui ao CM procurar informações, são todos casos que conheço pessoalmente. e já que falo do CM, agradeço-lhes o facto de serem dos poucos jornais que põe cá para fora este tipo de histórias (lamento o choque que alguns intelectuais terão com este meu agradecimento ao pasquim).
ainda bem que as pessoas mudam
já gostava deles, mas vinte e cinco anos depois surpreendem-me com o melhor álbum. bem diferente e incrivelmente bom.
just do it*
hoje, finalmente, contacto a minha advogada para dar início a mais um processo em tribunal. tem de ser. tem mesmo de ser. nem vou fazer de conta que não volto a sentir um arrasto de merda. mas tem de ser. tem mesmo de ser. é uma questão de justiça para as minhas filhas. para mim é mais um teste: enfrentar novamente, resolver e ficar cada vez mais liberta. ingénuos os que acham que é só mesmo mexer em papeis. ou felizes por não saberem que olhar para um único papel destes é despoletar memórias ainda pesarosas. mas adiante, tem de ser. tem mesmo de ser.
[ podia era ter tido juízo e não ter andado por blogues antigos à procura de um texto, que nada tinha a ver com isto mas que me fez ler textos que preferia não me lembrar. hoje não. ]
*
As sapatilhas de running Nike Air VaporMax Flyknit Utility dão destaque à função. O design funcional faz com que seja mais fácil e rápido apertar os atacadores, ao mesmo tempo que a boca de meia altura envolve o tornozelo para proporcionar total conforto. Baseando-se nas originais, este modelo conta com maior amortecimento entre o pé e o inovador amortecimento VaporMax. Um look arrojado para uma corrida rápida.
usabilidade e rapidez. vinham mesmo a calhar.
[ podia era ter tido juízo e não ter andado por blogues antigos à procura de um texto, que nada tinha a ver com isto mas que me fez ler textos que preferia não me lembrar. hoje não. ]
*
As sapatilhas de running Nike Air VaporMax Flyknit Utility dão destaque à função. O design funcional faz com que seja mais fácil e rápido apertar os atacadores, ao mesmo tempo que a boca de meia altura envolve o tornozelo para proporcionar total conforto. Baseando-se nas originais, este modelo conta com maior amortecimento entre o pé e o inovador amortecimento VaporMax. Um look arrojado para uma corrida rápida.
usabilidade e rapidez. vinham mesmo a calhar.
outras complexidades com que não me vou preocupar
creio poder sofrer de alguma perturbação grave de personalidade. continuo a receber emails de trabalho com conteúdos deste género: Muitíssimo obrigado. Pelo trabalho competente e pela sua atenção amável. juro ter mau feitio. juro que é verdade.
se fosse só lexicalmente complexo...
falo das minhas filhas como "as meninas". um plural que facilita a referência a elas, em vez da B. e da C. até há uns dias. já tinha começado a sentir a mudança, mas insistia em chamá-la menina até, ela — a mais velha—, ter os seus momentos de bater portas, de ficar sozinha, de estar só com os amigos, etc. e agora? digo a minha menina — a mais pequena continua a ser menina — e a já menos-minha-menina-e-mais-pré-adolescente? já não há tanto plural, começam a individualizar-se e eu nem dei conta do tempo passar. god help me!
ensaio sobre o desapego
[ quando estou com ele sinto que seria muito difícil deixar de o ter na minha vida. quando não estou com ele sei com toda a certeza que poderia viver sem ele. ]
move
"Quando lhes mostro as coisas que via na minha adolescência, emocionam-se e querem saber o que aconteceu a seguir. Nada. Como, nada? Ora, o propósito era só arrebatar, povoar-nos a cabeça de sonhos, empurrar-nos para fora de casa, fazer-nos pensar que o mundo estava mesmo a contar connosco para a grande transformação. E estava? Não. Então foram enganados? Naturalmente que sim, todas as gerações são, mas ao menos não esperávamos pelo destino sentados no sofá."
— maepreocupada.blogspot.com
"Quando lhes mostro as coisas que via na minha adolescência, emocionam-se e querem saber o que aconteceu a seguir. Nada. Como, nada? Ora, o propósito era só arrebatar, povoar-nos a cabeça de sonhos, empurrar-nos para fora de casa, fazer-nos pensar que o mundo estava mesmo a contar connosco para a grande transformação. E estava? Não. Então foram enganados? Naturalmente que sim, todas as gerações são, mas ao menos não esperávamos pelo destino sentados no sofá."
— maepreocupada.blogspot.com
[continuação da série "blogues que não são sobre dicas de maquilhagem"]
na rentrée (agora sim, já se sente o cheiro a livros novos, a agitação que imprime um bom ritmo nos afazeres do quotidiano):
a nova tasca de um dos meus blogueiros preferidos:
"Não se trata de andar contente ou triste. Ele há malta que anda contente em jornadas vingativas e outra que anda triste porque que pesa cem gramas a mais. Trata-se de ter a inteligência de compreender que o que temos de bom em cada instante é um prazer fragilíssimo, sobretudo, de aceitar que quase nada nos pertence: o aluguer é renovado todo os dias." — insanid.blogspot.com
o novo álbum dos rapazes que fazem umas coisas bem porreiras com a electrónica:
[juntar as duas coisas é apenas uma coincidência das novidades do dia. não espero que amanhã aconteça o mesmo, mas a acontecer aproveitarei, eh eh eh]
sismoslogismos lógicos
— sismo sentido em todo o país
— vivo nesse país e não senti nada
— logo, sou insensível
— vivo nesse país e não senti nada
— logo, sou insensível
desabafo
a vida corre bem. quase tudo bem. um quase que não é trágico, é apenas a minha vida a ser extremamente comum e o faltar sempre qualquer coisa ser o normal das vidas.
***
[dêem-me uns dias sozinha e garanto que afundo. nada de novo, portanto]
[dêem-me uns dias sozinha e garanto que afundo. nada de novo, portanto]
desafio
ouvir esta música e não sentir um ligeiro nó na garganta — mesmo que a vida esteja naquela coisa do corre bem (corre?).
quarta-feira, 22 de agosto. é importante referir o dia da semana e não apenas a data, servindo de dose dupla de choque para o regresso a qualquer coisa que se tornou mais pequena: a minha rotina, o meu trabalho, deixaram de ser tão grandemente terapêuticos. mantém-se a necessidade financeira, bem como o gosto destas coisas do design mas a minha vida está mais cheia — de tão bom, que troquei a equação: mais é menos. mais completa, menos complicada.
ainda sob esse choque de regresso ao trabalho a meio da semana, com tudo em férias e sem conseguir sentir o cheiro habitual da rentrée: falta o outono, o cheiro a livros novos, a ânsia dos primeiros dias de escola das miúdas, a esplanada ao fim do dia com o gangue todo a dizermos disparates.
recorro a um método com anos de método científico aplicado e estatística a provar a eficácia: música a bombar e aguardo, sabendo que mais hora menos hora os neurónios estarão a bom ritmo para terminar este dia com trabalho feito.
ainda sob esse choque de regresso ao trabalho a meio da semana, com tudo em férias e sem conseguir sentir o cheiro habitual da rentrée: falta o outono, o cheiro a livros novos, a ânsia dos primeiros dias de escola das miúdas, a esplanada ao fim do dia com o gangue todo a dizermos disparates.
recorro a um método com anos de método científico aplicado e estatística a provar a eficácia: música a bombar e aguardo, sabendo que mais hora menos hora os neurónios estarão a bom ritmo para terminar este dia com trabalho feito.
poderiam ser percas, que o peixe saberia bem melhor
as previsões indicam que a partir de amanhã as temperatura podem chegar aos 45º. o que são mais 15º do máximo suportável pela minha pessoa. já verifiquei se o ac da sala ainda funciona e tenho minis no frigorífico. ou seja, tenho planos para sobreviver aos 15º acima do suportável.
não tenho é planos para sobreviver às perdas constantes. com o tempo verifica-se que a vida é mesmo uma sucessão de perdas e deixar de ter planos para o suportar é o grande passo evolutivo. aceitar e resistir aos falhanços, às frustrações, ao que não controlamos, ao que desejamos e que se dilui, às pessoas vivas que perdemos (impossível falar das outras) e, ainda assim, aquela hora na esplanada ao fim do dia com os amigos, o jantar com as nossas filhas, o beijo temporário que nos tira o fôlego, a caminhada sozinha e o perder-me em ruas que julgava conhecer, ser o melhor que a vida tem. por hoje. amanhã, logo se vê. em todo o caso tenho minis no frigorífico.
se beber, não choro?
o primeiro livro que tenho memória de ter lido era acerca de um mocho que recolhia as suas lágrimas para fazer um chá. para tal, rebuscava nas suas recordações situações tristes para provocar o choro. pois sim, e é o mocho símbolo de sabedoria... não lembro como terminava, mas suspeito que tenho ficado envenenado depois de beber o chá.
desses tempos (em que era chic e lia em francês com mais fluência do que em português) ainda recordo outro: La Sœur de Gribouille. tanto drama que não sei como não cortei os pulsos. bonito, bonito, é o que o reli várias vezes.
de facto, agora os tempos são outros, o existencialismo duro é mercantilizado criativamente e à mão de rodar uma tampa. fast suffering?
desses tempos (em que era chic e lia em francês com mais fluência do que em português) ainda recordo outro: La Sœur de Gribouille. tanto drama que não sei como não cortei os pulsos. bonito, bonito, é o que o reli várias vezes.
de facto, agora os tempos são outros, o existencialismo duro é mercantilizado criativamente e à mão de rodar uma tampa. fast suffering?
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