do regresso
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não sei se é demasiada carga – wtf, Maria? – demasiada merda, dizia eu, que me deixa agastada. não é opcional tratar do essencial sozinha. acho que começo a preferir assim. ou é o que é, tornado prática.
apetece-me uma viagem. a viagem, não o destino. sem contactos. só música, um livro e uma sesta se não for de carro.
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* passei por aqui só para dizer que já não choro. não é grande coisa.
já a música é fantástica. como serei sempre adolescente: fontaines dc 💙
registos de memória futura para uma cota em decadência mental — música #3
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ceci est certainement une grotte (avec une ourse)
registos de memória futura para uma cota em decadência mental — música #2
[the dream, alt j — provavelmente o melhor álbum deste ano]
registos de memória futura para uma cota em decadência mental — entrevistas #1
a gargalhada é a imortalidade possível
"o rir e fazer comédia com momentos destes é uma forma de resistência. uma prova de vida. acho que não há outra maneira de encarar a adversidade. uma pessoa quando cai tenta levantar-se. não é minimamente lógico, do ponto de vista racional ou mesmo do ponto de vista emocional, que tu estando em baixo faças por estar mais em baixo. resta o instinto de sobrevivência que ao cair nos levantemos e não conheço melhor propulsão, melhor impulso para te voltares a pôr de pé do que a gargalhada."
admirava muito quem se dedica a causas tão eficazmente que abre novas portas a quem precisa. ou gente que transforma ideias em obras cinematográficas, literárias ou plásticas subtilmente disruptivas, provocadoras e poderosas, fazendo-nos repensar os dias (para não dizer a vida). ou aqueles conhecidos com tanto na vida para gerir que pareciam desdobrar-se em, pelo menos, quatro clones para concluir tanto afazer. contudo, o tempo trouxe-me a admiração por quem resiste no confronto com a delicadeza da estabilidade no dia à dia do seu núcleo, dos seus.
