do regresso

aconselharam-me a escrever todos os dias. ajuda na plasticidade de não sei quantos para reduzir as perdas de memória, a névoa mental, aquela palavra óbvia de que não me lembro quando estou no meio de uma conversa. 

sabem lá eles que eu quero é esquecer. os dias passaram a ser em boa parte mecânicos. ainda não sei qualificar o quanto isso é bom. 

ainda há prazer. pequenos prazeres. estar em sossego neste momento, a fumar um cigarro e a ouvir música, é um deles.

é isso. o sossego. perfeito. /e o esquecimento/

*

não sei se é demasiada carga – wtf, Maria? – demasiada merda, dizia eu, que me deixa agastada. não é opcional tratar do essencial sozinha. acho que começo a preferir assim. ou é o que é, tornado prática. 

apetece-me uma viagem. a viagem, não o destino. sem contactos. só música, um livro e uma sesta se não for de carro. 

*

 



* passei por aqui só para dizer que já não choro. não é grande coisa.
já a música é fantástica. como serei sempre adolescente: fontaines dc 💙