do regresso
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não sei se é demasiada carga – wtf, Maria? – demasiada merda, dizia eu, que me deixa agastada. não é opcional tratar do essencial sozinha. acho que começo a preferir assim. ou é o que é, tornado prática.
apetece-me uma viagem. a viagem, não o destino. sem contactos. só música, um livro e uma sesta se não for de carro.
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* passei por aqui só para dizer que já não choro. não é grande coisa.
já a música é fantástica. como serei sempre adolescente: fontaines dc 💙
registos de memória futura para uma cota em decadência mental — música #3
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ceci est certainement une grotte (avec une ourse)
registos de memória futura para uma cota em decadência mental — música #2
[the dream, alt j — provavelmente o melhor álbum deste ano]
registos de memória futura para uma cota em decadência mental — entrevistas #1
a gargalhada é a imortalidade possível
"o rir e fazer comédia com momentos destes é uma forma de resistência. uma prova de vida. acho que não há outra maneira de encarar a adversidade. uma pessoa quando cai tenta levantar-se. não é minimamente lógico, do ponto de vista racional ou mesmo do ponto de vista emocional, que tu estando em baixo faças por estar mais em baixo. resta o instinto de sobrevivência que ao cair nos levantemos e não conheço melhor propulsão, melhor impulso para te voltares a pôr de pé do que a gargalhada."
admirava muito quem se dedica a causas tão eficazmente que abre novas portas a quem precisa. ou gente que transforma ideias em obras cinematográficas, literárias ou plásticas subtilmente disruptivas, provocadoras e poderosas, fazendo-nos repensar os dias (para não dizer a vida). ou aqueles conhecidos com tanto na vida para gerir que pareciam desdobrar-se em, pelo menos, quatro clones para concluir tanto afazer. contudo, o tempo trouxe-me a admiração por quem resiste no confronto com a delicadeza da estabilidade no dia à dia do seu núcleo, dos seus.
limpei muitas séries nos anos de confinamento (gostava de poder já dizê-lo no pretérito perfeito). algumas bem cotadas nos mercados imdb, rotten tomatoes e os melhores críticos: do fb ao twitter, passando pelo insta e a conversa de café no whatsapp. destas deixei a meio muitas. maravilhei-me com algumas surpresas. passei a esquecer os rankings. só me interessam as que ficaram na memória: o melhor barómetro.
para já o meu top três. todas eles a lembrar de como facilmente podemos pifar, queimar os circuitos, fazer merda, obsessões, salvação, resiliência. ou, quem sabe, na verdade foram só as belíssimas bandas sonoras que me ficaram na memória e tudo o resto é uma mania em achar que tudo tem ser explicado.
hipnoterapia
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on the road
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ontem, em viagem para ir ajudar os progenitores. cada um doente, um sem poder sair de casa, o outro a ter de ir ao hospital. a irmã em outra cidade com uma das descendentes doente. aproveito que são 19h, estou a conduzir, e ouço a Prova Oral (gosto do Alvim. é um pateta porreiro). falavam de coragem. mais precisamente do livro Este Livro Não é para Fracos, de Ana Moniz. não gosto de livros que cheiram a auto-ajuda. soam-me a um deitar meia dúzia de chavões no caldeirão e daí esperar que resulte uma poção mágica em que todos viveram felizes para sempre. mas há excepções. não sei se é o caso deste. gostei de ouvir a Ana Moniz. acho que até preferia conversar com ela do que ler o livro dela. gosto mais de conversar sobre estes assuntos, do que ler sobre eles. gosto da interacção destas conversas e de ficar semanas a pensar nelas. em parte delas. o gosto de sentir novos ares.
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passei a olhar a coragem enquanto pensamento ético e crítico sobre o que nos rodeia, guiado pela compaixão pelos outros e por nós próprios; coragem enquanto vontade de minimizar o sofrimento e de agir para que tal aconteça; mesmo que tenhamos medo, mesmo que implique correr riscos, mesmo que não saibamos o que nos aguarda à chegada.
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in a stranger love
o maior desafio que terão hoje
When music is used before athletic activity, it has been shown to increase arousal, facilitate relevant imagery, and improve the performance of simple tasks. When music is used during activity, it has ergogenic (work-enhancing) effects and psychological effects. Listening to music during exercise can both delay fatigue and lessen the subjective perception of fatigue. It can increase physical capacity, improve energy efficiency, and influence mood. In study after study, the use of music during low- to moderate-level intensity exercise was associated with clear improvements in endurance.
—www.psychologytoday.com
Loud, fast songs with lots of bass are always good motivators, according to researchers. The higher the tempo, the more likely you are to push yourself—until you reach around 140 beats per minute.
— www.popsci.com/music-exercise-create-playlist
assim sendo fui em busca dos 140 bpm por aqui: songbpm.com. o curioso foi descobrir que até nisto nem sempre o que parece é. quem diria que uma música destas tem 156 bpm???
agora façam a vossa parte e sugiram músicas motivadoras :)
devo ser a pior pessoa a quem se pode pedir conselhos
agora que penso nisso, talvez fosse melhor tê-la levado ao cinema ver As Vigaristas. too late, hélas. pensando ainda mais, nem me atrevo a fazer a lista dos livros que lhe emprestei: de dramas para baixo :/
le monde va bien en 2020
(quase) estado da arte
por estes dias, o que quero mesmo é desligar toda a tecnologia e falar com pessoas. sobre tudo, excepto trabalho. essa coisa da realização profissional é um engodo para nos fazer aguentar as horas que deveriam ser as mais úteis do dia.



