future present past

what side are you standing on?
watchful


the good lie

Am I Normal? Card Game


















[sim, também sentimos saudades do que nunca foi vivido.]

riot

se pudesse mudava-me para a biblioteca central da universidade onde trabalho. suspeito que o meu chefe me indeferisse o pedido, claro. hoje, sentei-me por lá para uma consulta bibliográfica e fiquei lá mais tempo do que o necessário. do lado direito janelas enormes com pilares exteriores cheios de heras. do lado esquerdo e em frente livros e mais livros. e silêncio. tal qual um templo. ficava lá horas, não fosse o trabalho que me esperava noutra sala. longe do silêncio de um templo. por outro lado e por mais inconsistente que pareça esta foi a banda do dia. não sei o que se passa (mais queria muito ir trabalhar para aquela biblioteca, naquele computador, com aquela paisagem e o silêncio).


torresmos

é do que me lembro sempre que olho para as headlines da springbreak do momento. uma espécie de carne para canhão, de ambos os lados. não sei muito bem o que esperam ao ter uns milhares de adolescentes enfiados em quinhentos metros quadrados com bar aberto e outras merdas do género. basta dois segundos ao espreitar o programa das festas e perguntar "do que estão à espera?" que os miúdos fossem meditar junto das piscinas com concertos a um metro de distância e a menos do que isso tipos a virarem cerveja para a boca de outros? os adolescentes são, e sempre foram, dados a momentos de excesso (ainda que alguns transformem momentos em permanência). e nisso são muitas vezes estúpidos. e também são estúpidos os pais que sabem que aqueles destinos de viagem de finalistas são aquilo e nada mais, nem podem alegar desconhecimento - todos os anos se fala disso - e os putos vão, em massa(s). ou torresmos, vá.

não sei ao certo que decisões tomarei quando as minhas filhas tiverem dezasseis, dezassete anos.  espero conseguir dar-lhes espaço, as saídas à noite, com amigos, festivais de música, etc e tal. antes disso a estrutura que depois serão do mundo e a elas lhes caberão as decisões e consequências. mas caramba, bilhetes de borla para isto? duvido.

já comecei com a história das praxes. esqueçam lá a patetice da integração. que raio de cegueira trespassa esta gente que camufla aquilo que nada mais é do que humilhação. o eterno joguinho de quem manda e do outro, lá em baixo, submisso como se quer.


aposto que a escreveu depois de conversamos. o que talvez não tenha percebido, o rapaz de madeira, é que ela não se vai embora com bonitas notas musicais, duetos e violinos a esforçarem-se para uma  retoma dos batimentos cardíacos a níveis de não risco. não vai embora, mas suspende por um pouco. o que não é nada mau, tendo em conta a altura. e as coisas da altura. now go, nashe, go para mais uma reunião, papelada e... evita revirar os olhos.

:)


"Nashe, aproveita o silêncio"*

lixei dois telemóveis no mesmo dia. e um aquecedor. tive a tentação de pensar que era dia de queimar coisas por interposta acção de uma força negativa alheia à física, aquela coisa de energias, vontades dos deuses com sinais de aviso. bah...!

(e, no entanto, estas foram apenas as contrariedades materializáveis. hélas, as outras mantém-se no plano sensitivo. persistentes.)

(ainda bem que hoje continua a haver sol, sem nuvens. ainda bem, mesmo depois de ter ido comprar nova dose de anti-histamínicos, spray nasal, anti-inflamatórios para as vias áreas. um mal menor para um bem relativamente maior: doses possíveis de vitamina S - não é um erro.)

*
- Nashe, aproveita o silêncio (perante a sala temporariamente vazia)
- a presença ou não das pessoas é indiferente. tenho os fones no máximo, filtrando quaisquer barulhos exteriores.


não é por minha influência decerto. juro! embora, até tenha uma tatuagem de um coração. não sei se me deva preocupar. será grave? creio ter na minha descendência duas românticas. assim, completamente assumidas. mesmo que dê trabalho: desvios das árvores, caminhos e tal. bonito serviço :)