G(irl)-forces

amigo poeta posta no fb (das pessoas mais queridas que já se cruzaram na minha vida):
simples
toma conta de mim sem que eu tome conta.

eu (hoje, em estado mais frágil do que deveria. coisas da vida a acontecer e nas quais preciso estar firme, concentrada, dura, focada):
o meu psi diz-me, repetidamente, a mim que me esqueço todos os dias de tomar conta de mim, e que assim não há quem tome. ambos sabemos que sou ainda uma criança, que ainda preciso de colo.


G Forces, Bill Domonkos

LCD

tenho receio quando bandas de que gosto muito, editam novos álbuns. por um lado quero mais, por outro é-desta-que-fazem-merda, já não se reinventam.

agora shiu, que estou a ouvir música da boa.




This is what's happening and it's freaking you out
I've heard it, heard it
And it sounds like the nineties
Who can you trust
And who are your friends
Who is impossible
And who is the enemy
These are the halls that we're presently haunting
And these are the people that we currently haunt
Push back the walls
Push back the calendar
We've got, we've got friends who are calling us home


You're just a baby now
 



bullshit

I didn't see it coming é uma expressão da treta em noventa e nove porcento das vezes. gostamos de meter uns véus coloridos para que o engano seja mais fiável, para depois: pumba, aconteceu o inesperado, o provável. ok, excluo a queda na cabeça de um pedaço de avião que explodiu no ar. neste caso, não haveria como antecipar, prever. mas para isso servem os um porcento sobrantes.


no retorno

é perceber que me esqueci de paginar um livro. estar a fazê-lo à velocidade da luz sem, no entanto, deixar passar erros. criar duas capas novas e cruzar todos os dedos à espera de que os clientes fiquem satisfeitos à primeira proposta. ter no meio desta semana duas reuniões das mais pequenas que me vão lixar umas boas horas de trabalho {mas que me irão derreter o coração: a Carol no seu primeiro ano de escolaridade e a Bia começar as suas aulas de ginástica acrobática e os treinos de atletismo (uma das actividades há-de ficar pelo caminho, mas agora não interessa para nada)}.

no time for (only god knows how hard it is)

que mais não seja, pelo menos que esta gruta dê música




Will you stand up for your one chance
Will you stand up for love
We get no second chance in this life
We get no second chance in this life

ps.

a música da posta de pescada anterior é do genérico de uma série fabulosa, Wallander. as séries são um paliativo. sobretudo. nos dias que correm (para ser mais precisa: nos dias que andam devagar). de séries com vagar, estou a ver a Vera (temporada 7). aquilo tem tudo para me prender: ilhas isoladas, paisagens de quilómetros terminando num horizonte que faz limite com o mar. a narrativa de crimes é secundária.
{ a super-inteligente aqui anda a passar o seu tempo a dedicar-se em tornar questões menores em assuntos do dia. teço teorias, remoo, zango-me e quase respondo torto a meia dúzia de gente. bem, quase era o que devia ser mas nem sempre o é. a noite, ao dormir, traz-me, como socos no estômago, aquilo que realmente me fode. ainda assim, acordo todas as manhãs a enganar a minha vida. tem tudo para correr mal, claro. }

***



***
sossega.

faz alguma coisa com o teu tempo livre*

Livre
. Salvo (do perigo).
[in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa]

be a fucking idiot and enjoy it
I'm tired and our traveling,
Our traveling is over
You are so tired and our traveling,
Our traveling is over
I'm sorry for the pain,
Inside of forest shades,
We saw each other hardly
So sorry for the pain,
Stand still in forest shades,
We saw each other hardly, my dear


 





































Being deeply loved by someone gives you strength, while loving someone deeply gives you courage.
― Lao Tzu

a pensar na próxima tatuagem























(qualquer interpretação metafórica está completamente certa.)

vácãsses

três semanitas quase em off total. agora não sei como regressar.

. didn't . looked . lived

música para dias que precisam de um boost

(esquecer a letra por sete minutos e só ocupá-los com o pé a bater ao ritmo da batida)




never let me go



What I'm not sure about is if our lives have been so different from the lives of the people we save. We all complete. Maybe none of us really understand what we've lived through, or feel we've had enough time.

___ 

daqui a uns tempos, uns bons tempos, quem saiba ainda leia o livro. talvez quando suavizar a ideia de que tudo é uma questão de tempo e de amor. de amor e de tempo. ou talvez não seja suavizar, mas intensificar. por ora, digo-vos: ide ver este filme. que belo filme.
a ouvir isto:




enquanto lia isto no facebook do Julio Machado Vaz:

E por Vezes

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos

David Mourão-Ferreira, in 'Matura Idade'


não foi de propósito mas ligaram muito bem.

your memory's unlocked but mine is locked*




* descobri que a minha miserável memória tem mais bloqueios daqueles que julgava. ao ver o primeiro episódio da nova temporada da Guerra dos Tronos (curioso que no inglês é game e na tradução para português é guerra, mas isso fica para outra posta de pescada), tive de fazer um grande esforço para recolocar as personagens no ponto onde ficaram na temporada anterior. bem, do que importa: a Arya continua em grande estilo a dizimar gente. às dezenas. agora resta-me recordar o caminho que percorreu para chegar a tal obra. ah, e a música acima é muito boa, tal como todas as que já ouvi desta banda. de certa forma, tudo neste post faz sentido: things I don't need (com a devida diferença de jogos aplicados e respectivas estratégias).

feeling good

não é de todo estranho este feeling good num conto (?) tão trágico. a autodeterminação e resiliência mesmo quando parece não haver espaço para nada. isto — e mais quantas coisas —, em cenários, planos, caracterização, luzes, ... tudo fabuloso.



carry on

já não me acagaço quando esta máquina resolve por-me em sobressalto: quando pára por segundos ou, ao invés, acelera em autoestradas onde jamais conseguirei ir por via certa.

(enquanto o tenho por tão incerto, por mim, por elas — as minhas loved ones —, o bonito, muito bonito, do que outras mãos fazem. a darem-lhe a forma que as palavras engasgam.)





www.francisbaker.com/to-carry-on



inspire / inspira, expira com um suspiro

um suspiro dos bons, não sendo sequer dos que se vendem - dos muito docinhos mas artificiais com os seus trezentos quilos de açúcar refinado e sem requinte nas ancas -, este é de inspiração.


Designing the Chapel began in the late 1940s. Matisse, already in his late seventies, was recovering from surgery for intestinal cancer and had nearly died.

dia zero

doze de julho, o dia zero. não sem valor próprio mas sim de recomeço. um ponto de partida para os dias que se seguem. pequenos recomeços que não são de esvaziamento dos que os antecederam. pelo contrário: olhar para o passado com um já chega e ser tempo de mais qualquer coisa. é o objectivo que se desdobra em outros mais pequenos e um de cada vez para que a tarefa seja possível. um - que podia ser qualquer outro -, voltar a ler. conseguir chegar à página dez com muitas putas pelo meio e sorrir por parecer que estou a ouvir o autor a falar e não a lê-lo. do tema, ainda doloroso - a violência - no entanto, a doer menos do que previa. talvez já comece a ser mesmo passado.

***


it's alright if you don't know how to do it
come sit down here
talk to me
Lena Muniz

{ ontem comentava com uma amiga que me sinto só a sobreviver, que não tenho espaço para viver. até nas coisas mais simples. apetece-me muito ficar em posição fetal, não me mexer com medo que até o movimento de respirar mexa com alguém e faça merda. }

***

“só porque tenho quase a certeza que vais gostar da imagem do álbum



e gostei, claro. não fosse a minha colecção de corações nas mais variadas formas para as semioses que a criatividade quiser. já agora a música também é boa. 

***

haja música a aconchegar esta disposição.
continuando no meu mundo.

ontem, ao sair do trabalho, decidi-me por um desvio de horas antes de regressar a casa. depois de sair da Covilhã em direcção a Unhais da Serra, passo por uma das zonas mais bonitas deste interior à mão. paro a meio caminho, em Cortes do Meio, para uma ida à água. era capaz de viver ali. gostava de viver por ali. ou noutra aldeia qualquer enfiada numa destas encostas tão bonitas onde parece que o tempo tem outro ritmo. sou mulher da aldeia. não percebo porque investi num apartamento na cidade pequena. agora, nem num futuro próximo, terei possibilidade de mudanças. não é grave. podia estar em Lisboa e ser uma profunda infeliz (ainda mais) no meio do trânsito e de prédios a mais.

talvez seja uma alma velha e provinciana. quero o tempo dos dias lento, quero o aborrecimento de não ouvir carros, quero não ter de lidar com gente agitada no stress matinal, diário. quero as ruas da aldeia para as miúdas brincarem na rua, nas quintas, entrarem em casa para jantar com a melhor sujidade, das mãos na terra.

e agora vou trabalhar. enfiada no openspace que odeio (não percebo esta cultura moderna dos espaços tecnológicos abertos, com gente a mais). o rabo colado à cadeira durante, pelo menos sete horas (hoje, provavelmente, mais).
quando estou triste (jesus, tantas vezes, é normal de normalizado pela média?) balanceio entre a música que acompanha o ritmo natural ou forço umas batidas mais resistentes e uns up, up girl. não é bem o dia...  já ouvi esta uma boa dezena de vezes, colada aos sensores, com pequenos intervalos do Yet Again. yes, again the Slow Life.




penso estar a fazer as coisas diferentes, a melhorar, a não deixar de arriscar e termina exactamente como sempre. abre-se um novo fosso e sinto-me a perder pessoas. invade-me novamente uma grande tristeza, com a única diferença de que agora já não me deixa angustiada. apenas e unicamente triste. é uma aceitação sem retorno. procuro outras vias de me fazer sentir, de não me ir morrendo enquanto perco.

***

agora na varanda com o portátil no colo a musicar o ambiente e uma mini preta na mão. vejo a noite a cair, deixando de ver o fumo que chega até aqui, mas a manter o cheiro que foi de morte. sinto-me pequenina, egoísta, fechada no meu mundo. 

oh god,

Bon Iver, querido, podias cantar sempre assim, sem parecer que te estão a apertar os tomates (com os consequentes extra agudos de dor).

well done.


aproveitar o feriado e o tempo quente para lavar roupar, arrejar a casa, aspirar, arrumar o sótão, ir às compras, tirar o pó aos livros, lavar o carro, mudar os interruptores partidos, ...



cair da cama

não foi literalmente mas doeu como se o tivesse sido. a luz das seis e meia da manhã, acompanhada pelo insistente despertador, obrigaram-me a acordar de uma noite a sonhar sobre as minhas frustrações. outra vez a rotina a meter-me numa bóia de salvamento: os pequenos-almoços, beijos e abraços às minhas beloved e o trabalho.
Escutei, à distância, o som de um trompete e perguntei ao criado o que significava. Ele não sabia nada, nada ouvira. Frente ao portão, deteve-me e perguntou:
- Onde vai o meu amo?
- Não sei – respondi – Daqui para fora, vou-me embora, apenas. Daqui para fora, é só, só assim conseguirei atingir o meu objectivo.
- Então vossa senhoria sabe qual é o seu objectivo? – Perguntou novamente.
- Sim – retorqui – Já te disse: daqui para fora, é esse o meu objectivo!

—Franz Kafka, A Partida

sete horas da tarde

e o que me apetecia era sentar-me e não fazer a ponta de um corno. recordo a entrevista lida há um par de horas: a força mais poderosa é estar interessado em alguma coisa. pode ser a Dinastia Ming, o que quer que seja, se estiveres interessado o suficiente para o estudar e aprofundar, então não corres perigo. eu corro perigo. o meu psi diz-me isto há algum tempo, essa coisa do fazer e do interesse. já comecei quinhentas e quarento oito coisas diferentes. a maior parte delas mentalmente, poucas foram as que viram vida e dessas todas foram efémeras. o melhor que consegui foi não estar parada tanto tempo, não que o mexer-me fosse [seja] efectivamente produtivo. é o possível. o que me reduz a uma espécie de derrota mas tenho demasiada preguiça para mais. e medo. muito. enfim, julgo que percebi o ponto até ao qual consigo resistir. um milímetro a menos ou mais e catrapumba, escangalho-me e mais do que querer sentar-me, quero é dormir.

agora vou fazer o jantar [ao contrário do muito que se diz sobre as desvalorizadas rotinas, elas salvam].

Tem tudo o que procurava? Sim? Então agora vamos tomar um belo café.

Sim, a retórica política é capaz de matar. A política pode assassinar por meio da linguagem. O horror do movimento nazi foi largamente baseado na retórica, na propaganda. Muito mais poderosas do que qualquer exército são as mentiras do totalitarismo. O totalitarismo funciona através da linguagem. E também existe outro fenómeno: pode ser-se um grande artista e um assassino, uma pessoa a favor do extermínio. Há um momento muito importante nos diários de Cosima Wagner, em que Wagner está lá em cima, no primeiro andar, e ela ouve-o ao piano a rever o 3º ato do “Tristão”. Ele desce para almoçar, e de que é que eles falam? De como queimar os judeus. O homem que tinha estado a compor a melhor música do mundo desce para almoçar e discute alegremente como livrar-se dos judeus. O que quero dizer é que eu não poderia viver num mundo sem a música de Wagner. A minha dívida para com ele é enorme. A minha dívida para com Nietszche, para com Céline! Que livros belos e horrendos! Não tenho resposta para estas pessoas. Não há explicação. Perante os gigantes temos de ficar calados.

***

Mas, acima de tudo, o meu lema foi saber que a força mais poderosa é estar interessado em alguma coisa. Pode ser a Dinastia Ming, o que quer que seja, se estiveres interessado o suficiente para o estudar e aprofundar, então não corres perigo. Se te prendes a qualquer coisa — pode ser arqueologia, música, desporto — que seja maior do que tu próprio, não corres perigo. O terrível é quando as pessoas se prendem a uma nada, ao vazio.

*** 


OCD


A thousand times, a thousand times
I’ve had that dream a thousand times



mil vezes pode ser muito, ali a roçar a obsessão.
ou não.
ser nada mais que um grande desejo que se prolonga no tempo.

vou ouvir a thousand times.


ontem, como hoje, a mais pequena pergunta porque há pessoas que não vão à festa de aniversário dela. aos seis anos tive de lhe explicar aquilo que não me apetecia que ela sentisse, que percebesse. que os laços podem ser mais frágeis e incertos do que gostariamos, que não faz sentido um pai não estar porque simplesmente não quer, que amigos têm mais que fazer, que não é por mal, simplesmente apareceram outras coisas urgentes para as pessoas fazerem e não podem estar, mas que gostam muito dela e que tenho a certeza que gostariam de estar presente neste dia.

depois engasguei-me. literalmente. tinha ali um nó qualquer que fez com que a saliva fosse para o canal errado. um cagaço do caralho. enquanto não entrava o ar, uma agarrou-se às minhas pernas a chorar e a outra, a mais velha, a bater-me nas costas. naqueles segundos não vi a minha vida em restrospetiva. vi o futuro delas e ... acalma-te, Rita, porra acalma-te e fiz sinal à mais velha para ir chamar os vizinhos. voltei a respirar. uffa.

hoje o dia é teu menina linda. ninguém vai remexer na merda e intensificar as faltas. conta quem está, com a garantia que provarei que a vida avança bonita.


o fb é fixe _03

I told my therapist about you

o fb é fixe _02

disturbing-your-existence

o fb é fixe* _01

Existence is pain




___
*série de páginas do fb estonteadamente profundas e delicadas.
de manhã tomo o remédio que amortece (não cura) a ansiedade e, numa certa dualidade, reconsidero tomar café ou não para conseguir manter-me acordada.

a minha vida é mais ou menos isto em tudo.

aqui tudo é bonito





Eu nem cá dentro me caibo
Mas bate a cabeça no teto
E cai na travessa
Eu já calei o discurso
Que a língua tropeça
Mas o gigantismo amordaça

***

Eu já não sei inventar-me
É só mais do mesmo
Fermento em massa de autismo
Eu nem de mim já me pasmo
Há mar e marasmo
Há ir e voltar aforismo

parte iii

às vezes não tenho qualquer piada. como hoje em que só me apetece chorar. (não tem mesmo piada nenhuma e é terrível).




parte ii

falando nisso e no complexo problema em querer ajudar.

parte i

das pessoas que conheço as que têm o melhor humor são as depressivas. cronicamente depressivos. também há os depressivos que só deprimem, mas esses não têm piada.


I wish me well



tão errado que estava o Sartre na sua Entre Quatro Paredes e o inferno são os outros. [interpretação livre].
 I wish me well.
(a minha filha mais velha começou a escrever poesia. poemas sobre a vida, a amizade, o amor. os poemas mais bonitos que alguma vez li. um descanso. )

uma espécie de efeméride

nos últimos anos, por esta altura, tanto aconteceu. a primavera tende (por coincidência, quero crer) a proporcionar-me uma certa veemência... hélas, mata mais borboletas do que as que cria. ontem e hoje, por razões profissionais, voltei às memórias pessoais que continuam a querer estar mais presente do que seria desejável. houve separações, paixões, porrada. e o pior momento da minha vida: sentir-me completamente impotente perante o sofrimento das minhas filhas. não superei o suficiente. ainda.


a uma hora da (in)tolerância


stranger love

em brainstorming para novas capas de histórias contadas.

[série "Stephen King's Stranger Love Songs" de Butcher Billy]






estado do tempo

previsão de chuvas ciclônicas ou frontais.


putos e cotas

\ putos a fazerem coisas porreiras _1


[têm menos dez anos que eu. chega para serem putos.]


\ putos a fazerem coisas porreiras _2

a mais nova a perguntar, ontem ao jantar, porque não as tinha voltado a acordar com as minhas músicas (leia-se telemóvel com uma playlist qualquer). de facto, tem razão a pequena e houve música ao jantar. quiseram ouvir em português e acabamos por estar as três a cantar Já Não Há Heróis, Era Uma Vez no Espaço e um salto até ao Anzol, entre garfadas na massa e uns não se-riam-que-ainda-se-engasgam. parece que sim, que é preciso tão pouco para ser tão bom.


\ putos a fazerem coisas porreiras _3

o site de uma miúda com metade da minha idade onde vou roubar ideias para quebrar a monotonia gastronómica. ontem foi dia de fazer o melhor pão de banana do mundo.
sproutedfig.com/healthy-banana-bread-sundt-bananbrod


\ cotas a \não\ fazerem coisas porreiras _0

sobraram quatro fatias do pão...

serviço público

para gente que, como eu, ainda vê coisas e tal na TV.


Pára-me de Repente o Pensamento
RTP 2, 7 de Maio

Documentário do realizador Jorge Pelicano, com a participação de Miguel Borges, em que se faz uma visita a Instituições de doentes mentais.
Cafezinho, cigarrinho. Moedinha, outro cafezinho. Utentes vagueiam pelos corredores. Circulam sós. Esperam. Mais uma passa, um cigarro que morre em beata. Terapias que apelam aos sentidos. Rotinas que os puxam para a realidade. É a vida que se repete nos espaços de um hospital psiquiátrico. A lucidez e a loucura vivem juntas.
Do mundo exterior chega um ator que procura o seu personagem para uma peça de teatro, submergindo no mundo interior dos esquizofrénicos. Os utentes são parte do processo de construção do personagem. No meio da névoa o ator depara-se com um poema de Ângelo de Lima, alienado de condição. O personagem de teatro nasce. O cinema documenta.

hum...

"Os erros são os portais da descoberta."
— James Joyce

Izis Lagny

future present past

what side are you standing on?
watchful


the good lie

Am I Normal? Card Game


















[sim, também sentimos saudades do que nunca foi vivido.]

riot

se pudesse mudava-me para a biblioteca central da universidade onde trabalho. suspeito que o meu chefe me indeferisse o pedido, claro. hoje, sentei-me por lá para uma consulta bibliográfica e fiquei lá mais tempo do que o necessário. do lado direito janelas enormes com pilares exteriores cheios de heras. do lado esquerdo e em frente livros e mais livros. e silêncio. tal qual um templo. ficava lá horas, não fosse o trabalho que me esperava noutra sala. longe do silêncio de um templo. por outro lado e por mais inconsistente que pareça esta foi a banda do dia. não sei o que se passa (mais queria muito ir trabalhar para aquela biblioteca, naquele computador, com aquela paisagem e o silêncio).


torresmos

é do que me lembro sempre que olho para as headlines da springbreak do momento. uma espécie de carne para canhão, de ambos os lados. não sei muito bem o que esperam ao ter uns milhares de adolescentes enfiados em quinhentos metros quadrados com bar aberto e outras merdas do género. basta dois segundos ao espreitar o programa das festas e perguntar "do que estão à espera?" que os miúdos fossem meditar junto das piscinas com concertos a um metro de distância e a menos do que isso tipos a virarem cerveja para a boca de outros? os adolescentes são, e sempre foram, dados a momentos de excesso (ainda que alguns transformem momentos em permanência). e nisso são muitas vezes estúpidos. e também são estúpidos os pais que sabem que aqueles destinos de viagem de finalistas são aquilo e nada mais, nem podem alegar desconhecimento - todos os anos se fala disso - e os putos vão, em massa(s). ou torresmos, vá.

não sei ao certo que decisões tomarei quando as minhas filhas tiverem dezasseis, dezassete anos.  espero conseguir dar-lhes espaço, as saídas à noite, com amigos, festivais de música, etc e tal. antes disso a estrutura que depois serão do mundo e a elas lhes caberão as decisões e consequências. mas caramba, bilhetes de borla para isto? duvido.

já comecei com a história das praxes. esqueçam lá a patetice da integração. que raio de cegueira trespassa esta gente que camufla aquilo que nada mais é do que humilhação. o eterno joguinho de quem manda e do outro, lá em baixo, submisso como se quer.


aposto que a escreveu depois de conversamos. o que talvez não tenha percebido, o rapaz de madeira, é que ela não se vai embora com bonitas notas musicais, duetos e violinos a esforçarem-se para uma  retoma dos batimentos cardíacos a níveis de não risco. não vai embora, mas suspende por um pouco. o que não é nada mau, tendo em conta a altura. e as coisas da altura. now go, nashe, go para mais uma reunião, papelada e... evita revirar os olhos.

:)


"Nashe, aproveita o silêncio"*

lixei dois telemóveis no mesmo dia. e um aquecedor. tive a tentação de pensar que era dia de queimar coisas por interposta acção de uma força negativa alheia à física, aquela coisa de energias, vontades dos deuses com sinais de aviso. bah...!

(e, no entanto, estas foram apenas as contrariedades materializáveis. hélas, as outras mantém-se no plano sensitivo. persistentes.)

(ainda bem que hoje continua a haver sol, sem nuvens. ainda bem, mesmo depois de ter ido comprar nova dose de anti-histamínicos, spray nasal, anti-inflamatórios para as vias áreas. um mal menor para um bem relativamente maior: doses possíveis de vitamina S - não é um erro.)

*
- Nashe, aproveita o silêncio (perante a sala temporariamente vazia)
- a presença ou não das pessoas é indiferente. tenho os fones no máximo, filtrando quaisquer barulhos exteriores.


não é por minha influência decerto. juro! embora, até tenha uma tatuagem de um coração. não sei se me deva preocupar. será grave? creio ter na minha descendência duas românticas. assim, completamente assumidas. mesmo que dê trabalho: desvios das árvores, caminhos e tal. bonito serviço :)


acabo de me lembrar que amanhã, por devidas razões de acerto com a luz, nos irão roubar uma hora. por outro lado, poderá a visão do relógio em hora adiantada, dar-me a ilusão de afinal ter dormido mais uma hora nas noites mal paridas de sono.

roubam-me um sono bem dormido em anos que perdi a conta. talvez nunca tivesse dormido bem. com certeza que a terceira pessoa do plural torna a conjugação dos factos errada. é a minha pessoa que me tira o sono. são sinapses incontroláveis que me provocam catarses nocturnas. estarei pelos dias num jogo do faz de conta, relevando até os dias serem vivíeis? para no descanso a mente me passar a perna, assegurando que não me esqueça da minha vida em tudo o que é, no que desejaria que fosse, na esperança que ainda tenho?

tenho demasiado sono para ter certezas.

Bill Domonkos

daydreaming

acordei às seis e meia, hora que tem vindo a ser a habitual para despertar. meti uma playlist a rodar e deixei-me escorregar pelos lençóis novamente. passou uma hora e tal, acordada, com os olhos fechados. deviam só ter passado quinze minutos.

agora, daysleeper. sem qualquer vontade.